Aprendendo a aprender: Como a neurociência explica a procrastinação

Aprendendo a aprender: Como a neurociência explica a procrastinação

Ao longo da vida você já deve ter lido sobre dezenas de técnicas para acabar com a procrastinação. O problema é que a maioria delas é baseada em argumentos morais ou comportamentais como: “faça uma lista e defina prioridades” ou “visualize os benefícios futuros” etc.

A neurociência explica que procrastinação não é apenas questão de caráter e que podemos aprender a aprender de forma mais eficiente. Pesquisas mostram que  quando nos deparamos com alguma tarefa complexa demais ativamos áreas em nosso cérebro associadas a dor causando grande desconforto. Nosso cérebro então busca uma maneira de cessar o estímulo negativo através de outras atividades.

Quando estamos aprendendo nosso cérebro trabalha em dois modos: o modo focado onde estamos totalmente concentrados na atividade e o modo difuso onde estamos mais relaxados. Para um aprendizado efetivo temos que trocar entre estes dois modos constantemente.

Segundo a Dra Barbara Oakley é como praticar exercícios físicos. Não podemos passar o dia todo fazendo musculação sem intervalos. Com o nosso cérebro funciona da mesma forma. A medida que trocamos entre esses dois modos, com bons intervalos de sono, vamos ganhando mais “neuroestruturas”. Dessa forma podemos aprender mais e melhor.

Gênios de áreas distintas como Thomas Edison e Salvador Dali utilizavam técnicas parecidas para trocar entre estes dois modos. Salvador Dali, por exemplo, ficava sentado em sua poltrona em estado de relaxamento refletindo sobre um determinado assunto e quando a chave que estava em sua mão escapava e caia no chão ele trazia suas idéias para um modo mais concentrado.

Para eliminar os efeitos do desconforto mental durante o processo de aprendizado a Dra Oakley recomenda a utilização da técnica Pomodoro criada por Francesco Cirillo no final dos anos oitenta.

A técnica é simples:

  • Escolher a tarefa a ser executada
  • Ajustar o pomodoro (alarme) para 25 minutos
  • Trabalhar na tarefa até que o alarme toque; registrar com um “x”
  • Fazer uma pausa curta (3 a 5 minutos)
  • A cada quatro “pomodoros” fazer uma pausa mais longa (15-30 minutos)

A técnica tem se mostrado bastante efetiva. O importante é fazer sua “ginástica mental” de 25 minutos e nos intervalos relaxar a sua mente da forma que você mais apreciar.

Todas as informações acimas retirei do curso “Learning How to Learn: Powerful mental tools to help you master tough subjects” ministrado pela Dr. Barbara Oakley e Dr. Terrence Sejnowski pelo Coursera“.

Quem tiver interesse em fazer o curso ainda dá tempo. As aulas iniciaram 2/01/2015.

Até a pŕoxima.

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